Dor pélvica: tudo o que você precisa saber

02mar

Popularmente conhecida como dor no pé da barriga, a dor pélvica pode se manifestar em diferentes intensidades. É um sintoma que pode estar associado a várias doenças.

Embora muitas delas estejam associadas a alterações no sistema reprodutor feminino, vale a ressalva de que a dor pélvica também pode se manifestar em homens. Continue a leitura para esclarecer suas dúvidas, mas lembre-se que as informações deste texto não substituem uma consulta com um médico de sua confiança.

 

Em que consiste a dor pélvica?

Como o próprio nome sugere, a dor pélvica está relacionada aos órgãos e estruturas localizados no baixo ventre. Na mulher, estão nessa região o intestino, a bexiga e também útero, vagina, ovários e tubas uterinas.

É importante ressaltar que a dor pélvica pode se manifestar em diferentes intensidades: de um incômodo tolerável a uma dor aguda, que incapacita a paciente a realizar suas atividades cotidianas.  

Vale ainda a ressalva de que esse quadro pode ser considerado crônico quando persiste por pelo menos três meses, sem sinais de melhoras, mesmo que as orientações médicas tenham sido seguidas adequadamente.

 

Como tratar a dor pélvica?

Para determinar o melhor tratamento para dor pélvica, a equipe médica deve se atentar a uma série de fatores, destacando-se a localização exata do desconforto, a intensidade das dores, associada a presença de outros sintomas.

Além disso, é importante esclarecer que essas dores podem ser um indício de outras doenças que acometem as mulheres. A seguir, listamos as principais delas:

Endometriose

A endometriose se caracteriza pela migração de tecido endometrial para outras regiões do corpo. Mediante a liberação dos hormônios, reações inflamatórias ocorrem nos órgãos em que os focos estão alojados.

Como consequência, as portadoras de endometriose podem ser acometidas por incômodos na região pélvica, que se tornam mais frequentes e intensas durante o ciclo menstrual. Em grau leve, os medicamentos podem amenizar as dores, quando a dor é muito intensa pode ser indicada a realização de procedimento cirúrgico.

Miomas

Miomas uterinos são tumores benignos que se formam no tecido que circunda o útero. Em alguns casos, a paciente não apresenta qualquer sintoma, mas, por outro lado, não se descarta a ocorrência de dor pélvica;

Os casos mais simples podem dispensar a necessidade de qualquer intervenção. Conforme a complexidade, a equipe médica pode optar pela embolização ou por cirurgia.

Gravidez

A ocorrência de dor pélvica também é bastante comum no período da gestação. Isso acontece porque, a medida que a gravidez avança, há um aumento da pressão sobre os órgãos localizados na região do baixo ventre.

Por essa razão, costuma ser mais comum na fase final do período gestacional. Em contrapartida, quando ela se manifesta nos primeiros meses, pode ser um indicativo de quadros mais complexos, como a gravidez ectópica, quando o embrião se forma fora do útero.

Antes de finalizar esse texto, vale o alerta para fazer um checkup ginecológico com regularidade. Lembre-se que, qualquer anomalia, quando diagnosticada precocemente, pode resultar em um tratamento mais efetivo, livrando a paciente de qualquer incômodo.

Entendeu o que pode causar a dor pélvica? Aproveite para entender como a fisioterapia pélvica pode aliviar esses incômodos. Até a próxima!