Cirurgia robótica para endometriose: Como a tecnologia ajuda no tratamento?

30ago

O avanço da medicina tem tornado os procedimentos cirúrgicos cada vez menos invasivos para os pacientes, o que acelera a recuperação e a retomada de atividades no período pós-operatório.

Acompanhando a transformação da sociedade, tecnologias são desenvolvidas ou aperfeiçoadas continuamente: como parte desse processo, podemos afirmar que a cirurgia robótica representa uma evolução em relação à videolaparoscopia.   

Qual a relação entre a videolaparoscopia e a cirurgia robótica?

Tanto na videolaparoscopia quanto na cirurgia robótica, são feitas pequenas incisões no corpo da paciente. A diferença é que, além da câmera, são introduzidos os braços articulados do robô – ao todo são quatro – controlados remotamente pelo cirurgião, por meio de um console.

Batizado de Da Vinci, o equipamento pesa aproximadamente 500 quilos e se destaca por sua capacidade de reproduzir, com precisão, os movimentos humanos.

A segurança do procedimento é garantida por alguns dispositivos: existe, por exemplo, um mecanismo de proteção, que trava o robô a cada vez que o cirurgião realizar alguma ação mais brusca ou que não esteja prevista. Da Vinci também paralisa quando o médico afasta seu rosto da tela de controle.

Quais as vantagens da cirurgia robótica para o cirurgião?

São várias as vantagens de se realizar a cirurgia robótica para endometriose, que beneficiam tanto a paciente quanto a própria equipe médica. Para o cirurgião, destaca-se a transmissão de imagens em três dimensões, com alta definição.

A melhor visualização do campo operatório favorece a identificação e remoção dos focos de endometriose com precisão, indo ao encontro da necessidade de preservar órgãos e tecidos internos. Esse cuidado é extremamente importante para garantir que fertilidade não seja comprometida.

Além disso, destaca-se uma melhor ergonomia. Em outras palavras, o médico permanece em uma posição confortável durante toda a intervenção e pode realizar ajustes, minimizando as chances de ocorrência de dores em regiões como braços, pulsos e ombros.

Também, em procedimentos de alta complexidade, que costumam se estender por longas horas, os braços mecânicos filtram a frequência considerada normal de tremores. Em excesso, eles podem até mesmo provocar lesões em estruturas próximas as que estejam sendo manipuladas.

É conveniente a ressalva de que, para estar apto a realizar esse procedimento, o cirurgião interessado precisa se submeter a um treinamento específico.

E para as pacientes, quais os benefícios?

Os benefícios da cirurgia robótica para a endometriose também se estendem às pacientes: estudos já demonstraram que essa modalidade de intervenção está associada a taxas bastante reduzidas de sangramento.

Além disso, as lesões nos músculos da parede abdominal são poucas, tendo em vista que as incisões são pequenas. Assim que passa o efeito da anestesia, a paciente já consegue caminhar sozinha.

Finalmente, os incômodos e dores no período pós-operatório, que já diminuem com uma videolaparoscopia, se tornam ainda menos frequentes. Em razão de todos esses fatores, o período de internação também tende a ser menor, o que acelera a retomada das atividades normais.

Quer conhecer outras vantagens da cirurgia robótica para endometriose? Agende a sua consulta agora mesmo! Até a próxima!